Ex-presidente deixa a Papuda para tratar broncopneumonia; decisão prevê tornozeleira eletrônica e restrições de contato
//
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira (24) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo período de 90 dias. A decisão atende a um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República e leva em conta o estado de saúde do ex-chefe do Executivo, que enfrenta broncopneumonia.
Bolsonaro deixa o presídio da Papuda para se recuperar em casa. Segundo Moraes, a idade (71 anos), as comorbidades e o quadro clínico justificam a medida.
Durante o período, o ex-presidente será monitorado por tornozeleira eletrônica, com fiscalização a cargo da Polícia Militar do Distrito Federal. Ele também está proibido de usar redes sociais, conceder entrevistas ou produzir conteúdos em áudio e vídeo.
As visitas serão restritas: apenas a esposa, Michelle, a filha Laura e a enteada terão acesso livre. Os demais familiares deverão seguir regras semelhantes às do sistema prisional. Advogados e equipe médica não precisarão de autorização prévia.
Ao fim dos 90 dias, a situação será reavaliada pela Justiça, que poderá manter ou revogar a prisão domiciliar, conforme a evolução do quadro de saúde.


