Da Aldeia Ponta Alegre até Parintins, o trajeto durou cerca de 20 minutos de helicóptero. A aeronave pousou no campo em frente ao Hospital Padre Colombo
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Uma força-tarefa com o uso de helicóptero auxiliou no resgate de Sandrilene Batista Soares, de 16 anos, da Aldeia Sagrado, do polo-base Araticum, no município de Barreirinha (AM), que estava em trabalho de parto do primeiro filho.
De acordo com Cleide Batista, tia de Sandrilene, um rapaz que passava em frente à comunidade de lancha socorreu a adolescente indígena, grávida de 41 semanas, e a transportou até a Aldeia Ponta Alegre. Ela recebeu atendimento da equipe de saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins que, devido ao fato de a paciente estar perdendo muito líquido, acionou o resgate aéreo para a cidade de Parintins (AM). “O helicóptero chegou muito rápido e ela já chegou fazendo a cirurgia. Ela teve um atendimento ótimo e está tudo bem com ela e com a bebê”, disse a tia.

Da Aldeia Ponta Alegre até Parintins, o trajeto dura em média de 15 a 20 minutos de helicóptero. A aeronave pousou no campo em frente ao Hospital Padre Colombo por volta das 10h55 de terça-feira (24).
O bebê, do sexo feminino, ainda sem nome, nasceu de parto cesariano às 11h44 do mesmo dia, pesando 3,5 kg e medindo 51 centímetros.
A mãe e a filha são do povo Sateré-Mawé. Ambas estão bem e continuam em observação no Hospital Padre Colombo. De acordo com o enfermeiro Cledson Braga, referência técnica do Núcleo 2, após a alta médica, elas serão encaminhadas para a Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI), onde receberão acompanhamento médico e social do DSEI Parintins. Após a recuperação, retornarão para a aldeia onde residem.
“Nosso atendimento é integral. Ele é feito tanto no território quanto nas nossas CASAIs. Fazemos esse primeiro atendimento de remoção. No caso da gestante, foi aéreo devido à necessidade de rapidez e, graças a Deus, ocorreu tudo bem. A paciente fez o parto humanizado e está tudo bem com ela e com a recém-nascida. Ela ficará aos cuidados da CASAI, com enfermeiros, técnicos e demais equipes em tempo integral até a alta do bebê”, informou.
Por Gilson Almeida


